Faculdade Murialdo

A temática da saúde mental vem se tornando recorrente nos veículos de comunicação. Na área de medicina veterinária, o assunto também é foco de discussões. Estatísticas alarmantes mostram que as taxas de depressão, Burnout e de tentativas de suicídio são crescentes nestes profissionais. Diversas ações, palestras, reportagens e matérias têm sido produzidas e divulgadas nos últimos anos com foco em debater a importância desse assunto nesta classe profissional. Assim, com o intuito de trazer à tona as hipóteses das causas e, principalmente, da identificação do adoecimento mental e da busca por atendimento e tratamento adequados.

 

No contexto da saúde mental, dois meses são referência: Janeiro Branco e Setembro Amarelo. O primeiro mês do ano traz a discussão sobre a atenção à saúde mental. Já em setembro amarelo, a campanha de prevenção ao suicídio. A edição nº 80/2019 da revista do Conselho Federal de Medicina Veterinária (que pode ser acessada aqui: https://certidao.cfmv.gov.br/revistas/edicao80.pdf) traz uma entrevista com o Médico Veterinário Rodrigo Rabelo, que aborda alguns quesitos muito importantes sobre o assunto, por exemplo:

 

Os dados do Sistema Único de Saúde indicam que o médico-veterinário é o profissional com maior risco de suicídio no Brasil, na proporção de dez atos cometidos para um realizado pelo restante da população. A hipótese principal relacionada a esses dados aterrorizantes é de que estejam relacionados à Síndrome de Burnout e à fadiga por compaixão. O Burnout compreende, de forma bastante simplificada, o esgotamento emocional crônico por sobrecarga de trabalho; a fadiga por compaixão se relaciona à exaustão emocional pelo trabalho em prol do outro.

 

É importante salientar que um fator muito frequente na rotina do Médico Veterinário e que não se apresenta em outras profissões da saúde é a questão da eutanásia dos animais. No Brasil, o Médico Veterinário é o único profissional da saúde que tem, dentre as suas atribuições, a possibilidade de praticar a eutanásia do seu paciente. Aos leigos, pode parecer uma atitude simples, porém traz consigo uma carga emocional e de responsabilidade muito grande, que muitas vezes sofre pressão por parte de proprietários, tutores e responsáveis pelos animais para que realize o procedimento a despeito da real necessidade do ato.

 

Falar sobre esse assunto é necessário, complexo e multidisciplinar. Em 2020, enquanto ainda se entende como seria o andamento da pandemia de covid-19, o curso de Medicina Veterinária da Faculdade Murialdo promoveu diversas palestras com assuntos integradores, incluindo a temática da saúde mental, com psiquiatra, psicóloga e médicos veterinários.

 

A forma de lidar com o problema pode mudar entre pessoas, e infelizmente não existe receita de bolo para isso, mas cabe enfatizar a importância do autocuidado na atenção à saúde mental. O foco em buscar uma rotina regular, cuidado com alimentação, prática de atividades físicas e atividades prazerosas e de lazer, cultivar uma boa rede de apoio – de amigos e colegas - sempre deve existir. Muitos responderão: “é fácil falar! ” E sim, de fato, é. Com certeza mais fácil do que colocar em prática o autocuidado. Mas isso tudo basicamente é CUIDAR DE QUEM CUIDA. Observe seus sentimentos. Coloque limites. Busque ajuda, busque atendimento especializado com profissionais psicólogos e psiquiatras. Você não está sozinho!

 

Onde procurar ajuda 24h por dia:

 

Centro de Valorização da Vida (CVV): O CVV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias. Ligue no telefone 188 ou acesse o site https://www.cvv.org.br/.

 

A temática da saúde mental vem se tornando recorrente nos veículos de comunicação. Na área de medicina veterinária, o assunto também é foco de discussões. Estatísticas alarmantes mostram que as taxas de depressão, Burnout e de tentativas de suicídio são crescentes nestes profissionais. Diversas ações, palestras, reportagens e matérias têm sido produzidas e divulgadas nos últimos anos com foco em debater a importância desse assunto nesta classe profissional. Assim, com o intuito de trazer à tona as hipóteses das causas e, principalmente, da identificação do adoecimento mental e da busca por atendimento e tratamento adequados.

 

No contexto da saúde mental, dois meses são referência: Janeiro Branco e Setembro Amarelo. O primeiro mês do ano traz a discussão sobre a atenção à saúde mental. Já em setembro amarelo, a campanha de prevenção ao suicídio. A edição nº 80/2019 da revista do Conselho Federal de Medicina Veterinária (que pode ser acessada aqui: https://certidao.cfmv.gov.br/revistas/edicao80.pdf) traz uma entrevista com o Médico Veterinário Rodrigo Rabelo, que aborda alguns quesitos muito importantes sobre o assunto, por exemplo:

 

Os dados do Sistema Único de Saúde indicam que o médico-veterinário é o profissional com maior risco de suicídio no Brasil, na proporção de dez atos cometidos para um realizado pelo restante da população. A hipótese principal relacionada a esses dados aterrorizantes é de que estejam relacionados à Síndrome de Burnout e à fadiga por compaixão. O Burnout compreende, de forma bastante simplificada, o esgotamento emocional crônico por sobrecarga de trabalho; a fadiga por compaixão se relaciona à exaustão emocional pelo trabalho em prol do outro.

 

É importante salientar que um fator muito frequente na rotina do Médico Veterinário e que não se apresenta em outras profissões da saúde é a questão da eutanásia dos animais. No Brasil, o Médico Veterinário é o único profissional da saúde que tem, dentre as suas atribuições, a possibilidade de praticar a eutanásia do seu paciente. Aos leigos, pode parecer uma atitude simples, porém traz consigo uma carga emocional e de responsabilidade muito grande, que muitas vezes sofre pressão por parte de proprietários, tutores e responsáveis pelos animais para que realize o procedimento a despeito da real necessidade do ato.

 

Falar sobre esse assunto é necessário, complexo e multidisciplinar. Em 2020, enquanto ainda se entende como seria o andamento da pandemia de covid-19, o curso de Medicina Veterinária da Faculdade Murialdo promoveu diversas palestras com assuntos integradores, incluindo a temática da saúde mental, com psiquiatra, psicóloga e médicos veterinários.

 

A forma de lidar com o problema pode mudar entre pessoas, e infelizmente não existe receita de bolo para isso, mas cabe enfatizar a importância do autocuidado na atenção à saúde mental. O foco em buscar uma rotina regular, cuidado com alimentação, prática de atividades físicas e atividades prazerosas e de lazer, cultivar uma boa rede de apoio – de amigos e colegas - sempre deve existir. Muitos responderão: “é fácil falar! ” E sim, de fato, é. Com certeza mais fácil do que colocar em prática o autocuidado. Mas isso tudo basicamente é CUIDAR DE QUEM CUIDA. Observe seus sentimentos. Coloque limites. Busque ajuda, busque atendimento especializado com profissionais psicólogos e psiquiatras. Você não está sozinho!

 

Onde procurar ajuda 24h por dia:

Centro de Valorização da Vida (CVV): O CVV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias. Ligue no telefone 188 ou acesse o site https://www.cvv.org.br/.

 

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