Faculdade Murialdo

Retiro reúne profissionais do Murialdo da Serra Gaúcha

Conhecimento, troca de experiências e integração marcaram a primeira edição do Retiro de Formação Murialdo 2018, neste sábado, dia 7 de abril. Estiveram presentes a direção e os profissionais dos Colégios de Ana Rech e Centro, Faculdade, Gráfica e Ação Social (Santa Fé e Centro Educativo, Centro de Formação Profissional e Casas Lar) Murialdo. O encontro foi assessorado pelo professor Edmundo Marcon e pelo Juiz de Direito Leoberto Brancher, sob a temática da “Não-violência e a construção da paz”.

O evento teve início com a recepção da Comissão e as boas-vindas do diretor anfitrião, Pe. Raimundo Pauletti que agradeceu a presença de todos e salientou a importância do encontro. “Temos que fazer do mundo um lugar melhor para se viver, precisamos construir a paz, e o momento é agora”, afirmou. Após, fez-se uma reflexão a partir da leitura da poesia “Mãos Dadas”, de Carlos Drummond de Andrade.

Para contextualizar a temática, um grupo de estudantes do Ensino Médio, coordenados pela professora Gabriela Santini, apresentou a peça “Chapeuzinho Vermelho”, de uma forma diferenciada. Os alunos promoveram a reflexão acerca das formas da violência e de como ela acontece. Além disso, a história adaptada relembrou o caso “Naiara” que chocou a população caxiense.

Após, o professor Edmundo Marcon palestrou sobre a “abordagem bíblica da não-violência”. Ele destacou que a paz é sempre uma resposta de vida e que a violência é a resposta da morte. Marcon discorreu sobre como Deus propõe na Bíblia o caminho da não-violência e como os profissionais, especialmente os professores podem ajudar as crianças, adolescentes e jovens nessa caminhada. “Muitas vezes, somos a única luz na vida deles. Devemos vencer a indiferença e a intolerância para construir a paz”, argumentou.

Após o intervalo, aconteceu a palestra com o Juiz de Direito Leoberto Brancher que abordou a não-violência e a construção da paz a partir da proposta da Justiça Restaurativa. Brancher apresentou o antigo modelo de justiça que tem a punição e o medo como caminho; e o novo, que pune e responsabiliza o réu buscando o diálogo como prevenção dos conflitos. O juiz apresentou o projeto  “Círculo da Construção da Paz”, do qual participa. “Essa iniciativa se dá a partir do processo de diálogo que trabalha na criação de um espaço seguro para discutir o problema a fim de melhorar os relacionamentos e resolver as diferenças”, relatou.

O evento encerrou-se com a celebração eucarística animada pelas crianças do coral da comunidade do bairro Euzébio Beltrão de Queiroz.

 

Fotos: Daniela Basso e Marco Antônio Tessari

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