Faculdade Murialdo

FAMUR sedia Seminário de Cooperativismo e Associativismo

A Faculdade Murialdo (FAMUR), em parceria com Comitê de Agronegócio - Comissão de Agricultura, Agroindústria, Pecuária e Cooperativismo do município de Caxias do Sul, promoveu, na noite desta quarta-feira, 7 de junho, o Seminário de Cooperativismo e Associativismo. O evento ocorreu na FAMUR (Unidade de Ana Rech - Avenida Rio Branco, 11595) e contou com a presença de acadêmicos, professores e produtores rurais.

Apesar da forte chuva, o seminário reuniu aproximadamente 200 pessoas que, com muita determinação aprofundaram o associativismo e o cooperativismo. No protocolo de boas-vindas, o diretor da FAMUR, Pe. Raimundo Pauletti falou da emoção em acolher quem trabalha para garantir alimento à população. “O que está acontecendo nesta noite é uma prova que é possível continuar tendo esperança; há muita gente do bem, que trabalha para o desenvolvimento econômico e social das comunidades”, destacou.

A Secretária Municipal da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SMAPA), Camila Sandri Sirena salientou a importância do trabalho do Comitê de Agronegócio e afirmou que a sua Secretaria procura todas as formas de tornar a agricultura de Caxias do Sul uma referência tecnológica e de profissionalização, gestão, qualidade e produção de alimentos saudáveis. “Incentivamos a permanência do homem no campo e tenho absoluta certeza que unidos somos mais fortes e conseguimos ir muito mais longe”, argumentou.

De posse da palavra, o presidente do Comitê, vereador Ricardo Daneluz agradeceu todos os participantes por acreditarem na força do agronegócio. “Realizar este importante evento numa instituição de ensino é muito significativo, pois acreditamos na profissionalização e na qualificação dos nossos agricultores. Não há dúvida de que, se todos nos dermos as mãos seremos mais fortes e encontraremos caminhos mais fáceis para todos”, salientou.

Após, aconteceu a palestra magna sobre “O cooperativismo como instrumento do desenvolvimento regional”, ministrada pelo diretor executivo da Cooperativa Sicredi Pioneira, Solon Stapassola Stahl. Ele salientou que “uma cooperativa é a sociedade de pessoas que tem como objetivo atender as necessidades comuns dos associados”.  Segundo ele, é um movimento de força multiplicada que constrói um mundo melhor. Além disso, exemplificou o cooperativismo por meio do case da Sicredi Pioneira e apresentou os sete princípios mundiais do cooperativismo (final da matéria).

No intervalo, foi servido um coffee break, oferecido pelo Sicredi Pioneira. Após, em salas separadas, aconteceram as seguintes oficinas: Agroindústria, com o Médico Veterinário Ricardo Capelli;  Agricultura Familiar e Sucessão Rural, com Cássio Andreazza e Cristiane Andreazza; Emissão de notas/GTA, com a Médica Veterinária, Luiza Virginia De Zorzi Caon, Inspetoria Veterinária e Zootécnica de Caxias do Sul, Inovar Contabilidadee Representante da Secretaria da Fazenda do Estado (SEFAZ); Turismo Rural, com Felipe Gonzatti – Docente Famur e Crédito Rural, com o Engenheiro Agrônomo Tarcísio Rinaldi.

 

 

Conheça os princípios do cooperativismo e suas vantagens:

1o  Adesão voluntária e livre – Um modelo para todos.

Qualquer pessoa interessada em utilizar seus serviços pode ingressar numa cooperativa, desde que o faça de forma livre e espontânea, e esteja disposta a aceitar as responsabilidades da sociedade.

2o  Gestão democrática – Todos têm os mesmos poderes.

Todos os associados têm igual direito de voto em uma cooperativa (um sócio = um voto). O poder de decisão não está vinculado à posse. Todos acompanham as políticas e a evolução da instituição, participando de todas as decisões.

3o  Participação econômica dos membros – Todos são donos.

Em uma cooperativa, todos são associados, que adquirem cotas para entrar na sociedade e têm direito a participar democraticamente de todas as decisões da instituição.

4o  Autonomia e independência – Todos têm autonomia de decisão.

Acordos e parcerias podem ser firmados pelas cooperativas, desde que não afetem o controle democrático dos membros.

Um caso especial é o das cooperativas de crédito que, como instituições financeiras, estão submetidas à fiscalização do Banco Central (o que não deixa de ser uma segurança para seus associados).

5o  Educação, formação e informação – Todos ensinam e aprendem.

A fim de contribuir com o desenvolvimento do modelo como um todo e com o seu próprio, as cooperativas promovem a educação e a formação de seus trabalhadores e associados, informando-os e capacitando-os. Uma prática cujos benefícios socioeconômicos vão muito além das instituições em si.

6o  Intercooperação – Todos se ajudam.

Além dos associados de uma mesma cooperativa unirem-se e cooperarem uns com os outros, essa ajuda mútua também se estende para as relações entre as diversas cooperativas. Por meio de estruturas locais, regionais, nacionais e até internacionais, todas as cooperativas colaboram umas com as outras.

7o  Interesse pela comunidade –  Todos saem ganhando.

Sem fins lucrativos e formada por pessoas físicas, as cooperativas têm na comunidade seu objeto constituinte e seu principal objetivo. Dessa forma, trabalham para o desenvolvimento sustentável de suas comunidades, gerando benefícios sociais e econômicos não apenas para seus associados, mas para toda a sociedade.

 

Fotos: Marco Antonio Tessari

 

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