Faculdade Murialdo

Brasil está entre os cinco países que mais sofrem ataques cibernéticos no mundo

A informação sobre a importância da segurança online é cada vez mais difundida em nossa sociedade global, ainda assim, grande parte das pessoas continuam pouco atentas ao seu comportamento em relação ao uso da internet e de seus aplicativos, tanto em computadores como em tablets ou smartphones. Somando tudo isso ao crescente número de ataques cibernéticos, o resultado é um ambiente vulnerável a sérios tipos de crimes.

Além dessa vulnerabilidade das pessoas físicas, as pessoas jurídicas também são fortes alvos dos hackers e crackers. De acordo com o relatório anual Norton Cyber Security Insights, 2016 foi um ano próspero para ambos, em todo o mundo, quando os ataques cibernéticos registraram uma alta de 10% em relação ao ano anterior. Apenas no Brasil, 42,4 milhões de pessoas foram afetadas, e o prejuízo total no país por conta desses ataques chegou a US$ 10,3 bilhões — algo em torno de R$ 32,1 bilhões.

Segundo o Conselho Nacional de Pesquisas dos EUA, ataques cibernéticos são tentativas propositais de alterar, corromper ou destruir sistemas e redes de computadores ou então as informações e programas que eles armazenam ou transmitem.

O ano de 2017 foi marcado por pelo menos dois grandes cyberattacks, que praticamente pararam grande parte da rede mundial de computadores. O maior deles, no dia 12 de maio, atingiu mais de 150 países. Quando bem-sucedido, o software malicioso em questão criptografava o conteúdo do computador afetado e demandava um resgate de cerca de US$ 300 em bitcoins (uma moeda digital de difícil rastreamento) por máquina, isto em 27 línguas diferentes, segundo o US-CERT, grupo criado no ano 2000 nos Estados Unidos para avaliar ameaças e responder a ataques relativos à cibersegurança na esfera federal civil. Em 27 de junho, um novo malware nomeado como Petya (PetWrap), que negava totalmente o acesso ao sistema atacando o setor de boot dos discos rígidos nos dispositivos infectados, deixou os gestores das empresas preocupados novamente.

Atualmente, as grandes empresas internacionais já dedicam uma enorme parcela de seus orçamentos em tecnologia para segurança. Isso ainda não acontece na maioria das pequenas e médias empresas bem como em sites governamentais de alguns países, incluindo o Brasil. Pessoas físicas se preocupam ainda menos com a segurança.

O professor André Miceli, professor do MBA de Marketing Digital da Fundação Getúlio Vargas (FGV) afirma que o Brasil foi o quarto país com a maior quantidade de casos no mundo em 2016 e que esse número deve aumentar. Ainda segundo ele, uma questão que deve trazer muitos problemas nos próximos anos é a segurança de dispositivos conectados a carros, residências e até mesmo equipamentos de saúde.

Nos próximos anos, certamente veremos a explosão do número de elementos conectados à internet. Bombas de insulina, cardioversores e marca-passos estarão conectados. Aceleradores e pilotos-automáticos de automóveis, controles de casa como de aparelhos de ar-condicionado e fogões também estarão. Serão criadas mais oportunidades para invasões e certamente os invasores irão aproveitá-las tanto com um objetivo financeiro criminoso ou também como profissão de grandes corporações que buscam maior segurança na área, aliando tanto hackers como programadores para desenvolver sistemas ainda mais sólidos.

Para evitar esse tipo de problema, pode-se listar três principais ações:

Aprender acerca da engenharia social: Você recebe um e-mail pedindo recadastramento de senha do seu banco ou outras confirmações de dados e preenche com seus dados, passando todas as informações para alguém mal-intencionado. Para se prevenir desse tipo de ataque, evite abrir e-mails de remetentes desconhecidos, verifique se o link aberto pelo e-mail que receber é realmente da empresa que diz ter enviado a mensagem e não instale nada que não saiba a procedência em seu celular, computador ou qualquer outro equipamento.

Bloquear dispositivos e sites com senhas longas: Todos devem colocar senhas e bloqueio automático em seus dispositivos. Isso diminui a possibilidade de uso por terceiros caso haja roubo ou esquecimento. As senhas longas também são úteis, pois uma técnica muito utilizada é o ataque por força bruta. Neste caso, um programa testa individualmente todas as alternativas possíveis de senha. Por isso, quanto mais longa e mais caracteres especiais, mais difícil será o acesso.

Realizar backups frequentes: Uma ação contingencial que pode poupar muito trabalho e dinheiro é a realização de backups frequentes. Dessa maneira, se no pior caso você perder algo, será mais fácil recuperar arquivos é demais informações.

 

Fontes:http://computerworld.com.br

https://canaltech.com.br

 

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