Faculdade Murialdo

Acadêmicas do curso de Pedagogia da FAMUR realizam atividade em Tribo Indígena

As acadêmicas da disciplina de Brinquedoteca, do curso de Pedagogia, da Faculdade Murialdo (FAMUR) participaram de uma atividade diferenciada no dia 15 de outubro. As alunas realizaram uma oficina pedagógica com crianças da Tribo Indígena Kaingang, na Escola Estadual Indígena de Ensino Fundamental Nivo, localizada no Bairro Vicenza, no interior do município de Farroupilha. A atividade teve por objetivo a aproximação entre o conhecimento acadêmico e os possíveis contextos de atuação dos profissionais formados pela Instituição.

 

A coordenadora do curso de Pedagogia, Prof. Ma. Nureive Goularte Bissaco, explica que quando as questões da diversidade são trabalhadas é necessário considerar que o processo de educar ocorre em diferentes espaços e contextos, e isso implica na elaboração de diferentes estratégias  para atuar em outras modalidades de educação, como a indígena, a quilombola,  dos povos ribeirinhos, entre outros. “A instituição tem feito um esforço de aproximar estas diferentes realidades, e as inúmeras circunstâncias de atuação em que o papel do pedagogo pode se fazer presente, de maneira bem qualitativa ainda na formação inicial dos nossos acadêmicos”, explica.

 

Inicialmente, as acadêmicas fizeram uma visita para conhecer as necessidades e a realidade da tribo. E, desta forma, poder corresponder efetivamente com o que essas crianças queriam e de que forma elas poderiam atender esses interesses. A partir deste contato, as estudantes se mobilizaram no planejamento da atividade como um todo, e isso gerou a arrecadação de brinquedos, a organização de lanche partilhado, entre outras ações.

 

“Nós, enquanto instituição de ensino, precisamos olhar e atender essas necessidades, pois trabalhamos com foco na educação humanizada. Por isso, devemos aproveitar estas oportunidades para evidenciar às nossas acadêmicas que a formação se faz de forma integral”, acrescenta Nureive.

 

Para a acadêmica Jaquelina D. M. Boniatti, a atividade foi muito proveitosa, pois tornou-se perceptível o quanto falta para que eles entendam e valorizem a própria identidade. “A importância de manter a cultura não se discute, mas a ajuda que eles recebem precisa ser mais educativa e menos assistencialista”, afirma.

 

Fotos: Divulgação.  

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